30.4.08
acho que alguns já sabem que ando às mãozadas com mais dois blogus. um é sobre cinema, é resultado das postagens que os integrantes da CINÉFILOS DE FORTALEZA lá. sinceramente não é nada pretencioso. tem uma jeitão simples que somente quer divulgar alguns filmes e nossas leituras, com o intuito de ajudar os espectadores em suas interpretações. o blogue se chama OS OLHOS DA MORTE. certamente ainda tem poucas resenhas, pois começou as atividades há apenas três ou quatro dias, mas está bem "bonitinho" e com comentários muito bem escritos, com destaque para a resenha escrita por marcílio costa sobre o filme MATCH POINT de woody allen . vale a pena conferir.
o outro blogue é o A TAPIOCA, esse é super metido a besta intelectual, intelectual de meia tigela, prato, garfo e faca e dois pires quebrados. tanto que ainda tem somente uma postagem. só?! só. pois comecei somente semana passada a escrever lá e dá um trabalho demoníaco. ele existe há mais de ano, no entanto só ultimamente amadureci a idéia central do blogue e meti as caras. a idéia é escrever sobre autores, livros e eventos de literatura cearense, com o intuito de ajudar tanto os pobres estudantes de literatura e letras que sempre possuem muito pouco ou quase nada - o que dá no mesmo - sobre literatura cearense. ou ajudar os miseráveis leitores que simplesmente não têm um pobre amigo caolho a lhes indicar um caminho mais ou menos seguro na leitura de certos escritores.
o nosso A TAPIOCA também tem a rota ambição de divulgar, ou melhor, não deixar cair na esquecimento certas obras mais ou menos raras e certos autores mais ou menos desconhecidos. enfim é mais uma publicação das edições quixotescas antonio filho.
e se quiserem podem ir lá descer o sarrafo na píula desse escritorzinho metido a besta que eu sou.
abraços
mais um concurso literário
11.4.08
uma linha
já ouvi dizer que se traçarmos uma linha reta no infinito, e a prolongarmos contínuamente, uma ponta encontrará com a outra. digo isso porque nos movimentos políticos de cunho puramente esquerdista, historicamente, essa linha de extrema esquerda acaba beneficiando a linha da direita.
looking to the city
sempre fui andarilho, conheci uma boa quantidade de cidades do nordeste só na base da carona e do peregrinar. andei mais que espírito de doido. gosto muito de andar. atualmente moro no centro, coisa que me dá bastante felicidade. frequento muito as ruas de minha cidade, conheço os becos, as ruas, as avenidas, os bares, os bordéis, os cinemas pornôs, as esquinas de puta, sei onde se vende os melhores espetinhos de tripa de porco e coração de frango e o melhor torresmo ali na esquina da padre mororó com a liberato barroso. adoro minha cidade. odeio minha cidade. talvez porque a sinto parecida comigo, nem boa nem ruim. nem feia nem bonita. somos irmãos. amigos de longa data, brigamos muito um com o outro. irrita-me sobremaneira os ônibus lotados, os estudantes mal educados que jogam caixas de todinho no chão, os donos de picapes que atiram a gimba dos cigarros nos pés dos transeuntes, o clube de regatas (o ônibus). mas, me agrada bastante as praças, os velhos nas praças, os casais namorando nas praças, os cinemas e os espectadores que comentam o filme na frente do cine, adoro a brisa que entra pela janela do meu apartamento, adoro ver minha mulher dormir. e tudo acontece aqui nessa cidade. essa cidade loira à força que usa ALISABRUTO no cabelo pixaim. amo e odeio essa cidade cega, surda e muda para seus talentos, mas que adora o que não lhe pertence. feliz aniversário. e que o rei venha.
o poder dos números
está parecendo que os meios de comunicação de massas, ainda mais no modelo capitalista como o brasileiro, viraram a única e mais completa referência de informações. sigamos o diário do nordeste, o caminho a verdade e a vida. amém...
baby liss
o caso da habitação... pelo que tem me chegado aos ouvidos, e aqui humildemente vos tramito, é que os programas habitacionais da prefeitura têm priorizado, condicionado mesmo, alcançar famílias que tenham renda de 1 a, no máximo, 3 salários mínimos. e, se assim o for, tal atitude só poderia ser considerada altamente democrática, pois até mesmo um ou outro pé rapado dos meus amigos têm conseguido uns apartamentinhos muito dignos até.
desculpem-me se me prolongo, mas queria me juntar ao coro dos descontentes, pois ganho realmente pouco igual, penso eu, a todos os daqui. todavia, acredito que devamos considerar que a prefeitura, o governo do estado ou a presidência da república não sejam uma instituição mística, o poder ex-catedra papal, uma curva espaço-temporal, os quadris da marta rocha, ou o ventre da tieta. ela depende de um contexto histórico para atuar desse ou daquele jeito, portanto não acho que um representante municipal como nossa maisqueamadasalvesalve loira bela possa fazer muita coisa com apenas 3 vereadores do partido dela, 1 verdadeiramente aliado e uns 2 ou 3 gatos pingados, ciclistas de corda-bamba que mudam de posição ao soprar da brisa que beija e balança ao brado do mar. administrar é difícil e eu gosto é de bater papo.
os últimos caracóis
se essa era a petista que era contra o aeroporto, a reforma do castelão, sinceramente eu não sei. acho muito difícil um político ser contra obras dessa importância, no entanto, se essas obras era propostas pelo modelo de administração pública representado pela era Tasso, aí sim concordo que ela o fosse. o fato é: confundimos modelo político com modelo de político. é ponderado que sejamos contra um modelo político privatizador irresponsável que foi o nosso nos mais de 20 anos da era jereissati, baseado na guerra fiscal, nos investimentos públicos de cunho empresarial e monopolizante, na ausência do poder público nas áreas econômicas básicas como a do pequeno e médio empreendimento, tais como a pequena e média agropecuária. no desmonte do bec e do bnb, onde, nesse processo, o poder público deixou de investir no pequeno e médio produtor rural. além do mais, o mais importante, provocou uma onda de demissões em que resultou numa verdadeira epidemia de suicídios e depressão entre funcionários e ex-funcionários públicos. quem viveu deve lembrar que era uma época muito difícil, de completo temor e medo de tudo, desemprego, apagão (o verdadeiro já que apagar tem a ver com luz), empobrecimento da classe média e crescente perda de poder de consumo. e tantas outras mazelas que me dá até medo de tocar no assunto que é pra não dar vez ao azar. cruzcredoavemariachôgalego!!!
bem, não acho que a administração da loira bela e forte seja a verdadeira e última cajuína do sertão (que eu fico putzpíula da vida quando me dão refrigerante são geraldo como se fosse o néctar do cajú, a douradinha cajuína, hum deu água na boca). apenas acho, acredito, creio, subjetivamente analiso que, se, em primeiro lugar, a saúde não está a ideal, no que realmente concordo, tem caminhado com passos largos para bom atendimento, para o bom serviço, para a boa de todas as piores condições que até antes dela havia sido, e digo isso porque uso os serviços dos postos de saúde. em segundo lugar, poderia falar do caso da habitação.
emoções e detalhes debaixo dos caracóis
meus amigos,
por favor, não me entendam mal, não desejo de forma alguma atiçar a sanha de ninguém, pois já estou cansado de briga inútil. portanto, que minhas palavrinhas não tenham uma importância desnecessária pra vocês. mas, cá entre nós, será que um show é programado apenas com intuito eleitoral? será possível que só se consiga ver isso? pessoalmente, creio que a atividade política seja muito maior que um cálculo matemático, uma aritmética simples do tipo 2+2 = 4. acredito também que a política não se resuma a uma eleição ou várias, até porque se faz política sem eleição. certamente devido ao fato de que a eleição seja só um entre muitos instrumentos da prática política, sendo importante apenas para o nosso modelo de democracia. digo isso com total imparcialidade já que nem sou eleitor da loira desposada do sol. mas, sinceramente consigo ver muito mais.
vejamos que um acontecimento público dessa grandeza significaria (do meu paupérrimo ponto de vista), por exemplo, só para não dizer muito mais, democratizar o acesso a um espetáculo que historicamente tem sido de alcance praticamente exclusivo das classes sociais mais favorecidas. outra possibilidade de ponto de vista, talvez (é apenas uma possibilidade), uma tentativa altamente eficiente de colocar Fortaleza na rota do turismo cultural, que é totalmente diversa do turismo de lazer ou do turismo sexual, do qual Fortaleza provavelmente seja o principal representante do nordeste. e, se assim for, imaginem o alcance econômico que um acontecimento desse tipo pode ter? Iriam beneficiar-se dele, desde os vendedores de bombons e cigarros, bebidas (refrigerantes e bebidas alcoólicas), os artesãos, os artistas do calçadão, os donos de bares, os taxistas, os mototaxistas, a uma infinidade de profissionais.
meus amigos, observar analiticamente a movimentação das peças no tabuleiro político, é como dirigir um automóvel, se olharmos apenas para frente uma hora ou outra alguém bate na gente. Aí, sim, é que o bicho vai pegar... pois haverá choro e ranger de dentes.
20.10.06
de um email: cofissão de amor ao benfica bairro favorito
pô, ju,
você éstá na terra dos bares e não vai visitar unzinho, ô. assim fico decepcionado. hehehe. mas, ó, você não precisa tomar cerveja, pode pedir uma tequila, rum, uísque, vodka, conhaque, absinto, cachaça, álcool, chá, coca-cola, água mineral ou de torneira, como você preferir. mas, pô, visita os bares e me dá umas dicas de lugar legal pra bater papo na noite daí de brasília. pois acho que vou por aí próximo ano, não sei ao certo, mas tudo indica. vou, mas volto logo que não aguento ficar muito tempo longe do meu bem amado benfica. aiaiai... o benfica é minha namoradinha, minha melhor amiga, meu companheiro de caminhadas e conversas com velhinhas e doidos de calçada, com o verdureiro da feira e com os garçons maleducados dos bares e restaurantes daqui. aiaiai... só em falar que vou sair daqui (por uns diazinhos e só), já me dá uma saudade desse melhor bairro do mundo. aqui conheci as mulheres mais importantes da minha vida, aqui bebo a cachacinha mais gostosa e sempre na melhor companhia possível.
aqui como a melhor panelada do mundo. aqui tenho uma linda mangueira plantada no meio do asfalto que toda vez quando passo por ela me dá uma vontadezinha (daquelas de dar nó no gogó, sabe?) de chorar de ver tanta beleza no mundo. aqui vejo os poetas passando nas praças, sem pressa nenhuma no passo, mas com uma urgência no olhar de olho no poema a vir. aqui ando sozinho e feliz (deixo a mulher amada me esperando um pouco) nos dias vazios e tristes de domingo, só pra poder andar no meio da avenida 13 de maio sem medo de morrer atropelado.
o benfica é meu amigo de grandes e pequenos amores, de grandes e pequenas amizades, de grandes e pequenos livros, de grandes e pequenos porres. no benfica sinto essa saudade doida de uma prima linda que se acha feia, de uma moça que agora mora longe lá no meio seco do brasil. volta, ju, e vem enxugar essas lágrimas que já-já vão rolar por meu rosto, só porque sinto saudades dessa terra linda e triste (mas com uma vocação maravilhosa pra felicidade que os homens maus e bem vestidos não deixam a gente sentir, homens que vendem fezes para acumular ouro nos bolsos, ouro de cocô). dessa terra de gente forte, gigantes no trabalho dia a dia sob o látego furioso do sol. sinto saudades e por isso não quero ir, mas, quando vou, volto logo.
eu te adoro, menina linda
antonio filho
20.6.06
meus amigos, meus irmãos,
fazia um tempão que não escrevia nada aqui no PEDRA E FOME. também... não havia nada mesmo pra escrever... mas agora a via retorna ao corpo. volto com garra e de com força. queria que se alguém ainda lê esse blogue, que dê sua contribuição, pois o PEDRA E FOME nuna foi só meu mas de todo mundo que ame a poesia e a arte.
mas aí vai um poema quentinho, novinho ainda fedendo a saco de papel.
sórdida confissão
a febre e faca o medo me acompanha
lambe a lâmina dos dias sobre o asfalto
cinco dígitos de espanto feito ratos
e o silêncio líquido da lâmina
lâmina de aço fino fio de seda
corre um rio rápido lâmina de sede
uma faca pura de fúria e de luxúria
em brilho a gota súbita do sangue
irriga a boca exposta da ferida
espalha a nódoa tépida da pele
que a mão e faca fincam-me essa lâmina
lâmina perfeita feita pelo homem
corta a minha carne lâmina de fome
uma faca um coice um golpe de foice
7.8.03
Rapaz hoje eu pago todas minha dívidas!!!
Olha aí Mardônio mais uma que eu tava devendo!
De: zenner sarte
Data: 14/11/2002 16:35:33
Para: lindeberg munroe , srhiena@hotmail.com, Marcelo Bittencourt , chacal , Antonio Filho , diana flor , Gleizer Freitas , demetrios "galvão" , nuno "gonçalves" , julia manta
Cc: Eduardo Jorge , guilherme zarvos
Assunto: coletiva da sim ! nunca !
coletiva da sim ! nunca!
ato 1
sim nunca
se nuca
sim nao brilha
nucadaluca
bate em mim enfim em si
si
bura
cobra
uraco
taco
se saio dessa sinuca nunca cobro
giragiz girazgizzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
giz
burac
abrac
adab
ra
vcmestaca
sacamaca
vcmestacavcmesacola
vcmeenlacajoga
jogabaralharatamata
matou o jogo
"tanto tentei que jah morri amanha ao meio dia
as quatros bolas ficaram
capotei de azul"
sinuca
sinistro
se nuca pote
te venci
jah morri
por desleixo
por vontade
por...
jah perdi
deixe de quebras as bolas
deixe de engasgar
tem que ficar colado na mesa
firme
silencio
vai jogar:
o tempo parou esperou a jogada
carteado baralho domino
assim
aposta
apostando para o mundo melhor milhorah
araiar o tempo
como se o mundo permanece lah parado na mesa de bilhar
esconde a bola
bate na
bola
bate no peito sem dar capote
pote seco sem agua sem variar de jogada
essa matematica dos sonhos e dos espelhos...
m.franca
eduardo jorge
aristides
henrique didimo
lucila luca
6.8.03
Rapaz, aqui tá ficando é a casa mãe joana, mermo. ô mardônio, desculpa demora, mas aí vai outro poema teu.
POEMA DA RESSURREIÇÃO
amar a vida pelo dias perdidos
dezembro de 2002
12 apóstolos
12 carniceiros
12 ditadores
12 deuses
12 musas
12 loucos
12 santos
12 mártires
12 sereias
12 heróis
12 prisioneiros
12 escravos
meia nove
saca dez
beija a noite e vai correndo
surtando por que amar a maré da noite simples
susto
a noite quebra a tarde a lua cheia amarela como os
demônios do dedos
e nada como o dia depois do outro
e vai todos os nervos os espíritos
a fogueira. a sede. o sexo. o suor.
o beija da noite correndo celebrando a cidade
esquecida
me beija a maré faça de seus desejos a felicidade.
pensa como o desejo faça vida faça verdade.
a verdade é a prova dos nove da mentira.
mas o problema é o brasil, país da terra em transe:
transa com os políticos deliquentes.
nada de não dizer dessa galinha sem ovos
dessa centina sem asco
dessa cidade de muros
dessa vida de ventres sem urrar... sem urrar bem
perto e fornicações pelos cultos
pulsa
pensa.
massa.
arrasta o pé
pé de siriguela
pé de cajá
pé de banana.
avance.
o boi beleza anil dos gritos.
vai grite e goze.
pisca.
avance.
fugindo dessa terra de deus.
2.4.03
VIVA A LIBERDADE DE PENSAMENTO
VIVAAAAA!!!
VIVA À DEMOCRACIA!!!
VIVVAAAAA!!!
SALVE À DEMOCRACIA DO POVO ROMANO, ISTO É, ESTADUNIDENSE!!!
SALVEEEEE!!!
que como todos sabem a democracia só vale mesmo para o cidadão roman... ops... estadunidense...
OLHEM QUE COISA MAIS LINDA!!! A COISINHA MAIS FOFINHA DO MUUUUNDO, MAMÃE!!!
Que deu no site de informações - NOOLHAR - do jornal de Fortaleza O POVO:
Fortaleza, 2 de Abril de 2003
VÍTIMAS DA GUERRA
Imagens cruéis revoltam árabes
Segundo um dos editores do jornal Al-Ahram, Salah Eddin Hafez, "A guerra limpa se tornou na mais suja, na mais sangrenta, na mais destruidora. As armas inteligentes sofrem de repente uma estupidez premeditada que mata, destrói cegamente"
[02 Abril 14h20min]
As imagens transmitidas pela televisão, às vezes insuportáveis, de vítimas civis no Iraque provocam a revolta e a indignação no mundo árabe que está vendo como uma chamada guerra limpa se suja e como uma guerra de libertação permite crimes de guerra.
"Tocam o coração e provocam o ódio aos norte-americanos", diz um estudante de economia, Charif, ao comentar as imagens transmitidas pela televisão catariana Al-Jazira, que diariamente mostra corpos despedaçados de mulheres e crianças iraquianas.
Imagens como as usadas hoje pelo jornal egípcio Al-Ahkbar que decidiu mostrar o corpo de uma jovem em seu caixão com seu bebê tendo a chupeta ainda em sua boca imóvel. Na mesma página se via uma criança cuja cabeça repousava em um mar de sangue e junto com ela mais duas crianças.
"É quase repugnante, muda-se de um canal para outro e em todos o mesmo espetáculo", explicava Lydia, estudante de ciências políticas da Universidade do Cairo. "É preciso mostrar tudo isso para mobilizar as pessoas, a fim de que fiquem a par dos fatos", acrescentou Medhat, que estuda na mesma universidade.
Por sua vez, um dos editores do jornal Al-Ahram, Salah Eddin Hafez, escreveu recentemente que "a guerra limpa se tornou na mais suja, na mais sangrenta, na mais destruidora. As armas inteligentes sofrem de repente uma estupidez premeditada que mata, destrói cegamente e joga sua cólera histérica sobre os mercados populares e os bairros residenciais das cidades iraquianas".
O mesmo jornal mostrou hoje a capa da próxima edição da revista Aladino, destinada a crianças entre dez e quatorze anos. Anunciavam-se dois artigos. Com uma fotomontagem de um avião de caça norte-americano que sobrevoa uma mãe que foge com seus filhos, o primeiro artigo se chama "Destruição em massa" e o segundo "Agressão contra as crianças iraquianas".
As vítimas civis formam "rios de sangue que separam o povo iraquiano das forças da coalizão que se supõem libertadoras do povo iraquiano e que vieram lhes dar a democracia", estimava por sua vez Makram Mohamed Ahmed, redator-chefe da revista Al Musssawar, próxima ao governo egípcio que é um fiel aliado aos Estados Unidos.
Na Síria a imprensa oficial denunciou os "massacres bárbaros" perpetrados pelos soldados americanos e britânicos contra os civis e ironizava os valores democráticos prometidos por Washington aos iraquianos. "Eis que o povo iraquiano saboreia 'os valores da liberdade' prometida: tem a liberdade de morrer assassinado, queimado ou enterrado sob os escombros", escreveu o jornal As Saura.
O jornal oficial do partido no poder, Al-Baath, assinala por sua vez que "os terríveis massacres cometidos pelas forças de invasão contra os civis iraquianos e os bombardeios selvagens contra Bagdá e as outras cidades iraquianas são amplamente denunciados pela comunidade internacional e são considerados pelas organizações internacionais como crimes de guerra contra a humanidade". "Não se pode salvar um povo matando-o", protestou o jornal Al Khalikh, dos Emirados Árabes Unidos.
